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domingo, 1 de abril de 2012

Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Doença Celíaca

Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Doença Celíaca


1 Introdução
A doença celíaca (DC) é autoimune, sendo causada pela intolerância permanente ao glúten, principal fração proteica presente no trigo, no centeio, na cevada e na aveia, e se expressa por enteropatia mediada por linfócitos T em indivíduos geneticamente predispostos.
Estudos de prevalência da DC têm demonstrado que ela é mais frequente do que se pensava, mas continua sendo subestimada. A falta de informação sobre a DC e a dificuldade para o diagnóstico prejudicam 
a adesão ao tratamento e limitam as possibilidades de melhora do quadro clínico. Outra particularidade é o fato de a DC predominar em indivíduos faiodérmicos, embora existam relatos de sua ocorrência em indivíduos 
melanodérmicos. Pesquisas revelam que a doença atinge pessoas de todas as idades, mas compromete principalmente crianças de 6 meses a 5 anos de idade. Foi também observada frequência maior em pacientes do sexo feminino, na proporção de duas mulheres para cada homem. O caráter hereditário da doença torna imprescindível que parentes em primeiro grau de celíacos se submetam ao teste para sua detecção.
Três formas de apresentação clínica da DC são reconhecidas: clássica ou típica, não clássica ou atípica e assintomática ou silenciosa.

• Forma clássica ou típica
Caracteriza-se pela presença de diarreia crônica, em geral acompanhada de distensão abdominal e perda de peso. Os pacientes também podem apresentar diminuição do tecido celular subcutâneo, atrofia 
da musculatura glútea, falta de apetite, alteração de humor (irritabilidade ou apatia), vômitos e anemia. Esta forma clínica pode ter evolução grave, conhecida como crise celíaca, que ocorre quando há retardo no 
diagnóstico e na instituição de tratamento adequado, particularmente entre o primeiro e o segundo anos de vida, sendo frequentemente desencadeada por infecção. Esta complicação potencialmente fatal se caracteriza 
pela presença de diarreia com desidratação hipotônica grave, distensão abdominal por hipopotassemia e desnutrição grave, além de outras manifestações, como hemorragia e tetania.

• Forma não clássica ou atípica
Caracteriza-se por quadro mono ou oligossintomático, em que as manifestações digestivas estão 
ausentes ou, quando presentes, ocupam um segundo plano. Os pacientes podem apresentar manifestações isoladas, como, por exemplo, baixa estatura, anemia por deficiência de ferro refratária à reposição de ferro 
por via oral, anemia por deficiência de folato e vitamina B12
, osteoporose, hipoplasia do esmalte dentário, artralgias ou artrites, constipação intestinal refratária ao tratamento, atraso puberal, irregularidade do ciclo menstrual, esterilidade, abortos de repetição, ataxia, epilepsia (isolada ou associada à calcificação cerebral), neuropatia periférica, miopatia, manifestações psiquiátricas (depressão, autismo, esquizofrenia), úlcera 
aftosa recorrente, elevação das enzimas hepáticas sem causa aparente, adinamia, perda de peso sem causa aparente, edema de surgimento abrupto após infecção ou cirurgia e dispepsia não ulcerosa. 

• Forma assintomática ou silenciosa
Caracteriza-se por alterações sorológicas e histológicas da mucosa do intestino delgado compatíveis com DC, na ausência de manifestações clínicas. Esta situação pode ser comprovada especialmente entre grupos de risco para a DC, como, por exemplo, parentes em primeiro grau de pacientes celíacos, e vem sendo reconhecida com maior frequência nas últimas duas décadas, após o desenvolvimento dos marcadores sorológicos para a doença.
A dermatite herpetiforme, considerada DC da pele, que se apresenta com lesões cutâneas do tipo bolhoso e intensamente pruriginoso, se relaciona também com intolerância permanente ao glúten. 


  Classificação EstatístICa IntErnaCIonal dE doEnças E problEmas rElaCIonados à  saúdE (CId-10)


• K90.0 Doença celíaca


3 CrItérIos dE InClusão


Serão incluídos neste protocolo os pacientes que apresentarem as condições abaixo:
• sintomas ou sinais das formas clássica e não clássica de DC;
• indivíduos de risco, entre os quais a prevalência de DC é esperada como consideravelmente maior do
que  a da população geral: parentes em primeiro grau (pais e irmãos) de pacientes com DC18-21;
• indivíduos com anemia por deficiência de ferro refratária à reposição de ferro oral, com redução da densidade  mineral óssea, com atraso puberal ou baixa estatura sem causa aparente; 
• indivíduos com doenças autoimunes, como diabetes melito insulinodependente, tireoidite autoimune,deficiência seletiva de IgA29, Síndrome de Sjögren, colestase autoimune, miocardite autoimune; 
• indivíduos com síndromes de Down, com síndrome de Turner ou de Williams;
• indivíduos com infertilidade, com história de aborto espontâneo ou com dermatite herpetiforme. 
4 dIagnóstICo


Para  o diagnóstico definitivo da DC é imprescindível a realização de endoscopia digestiva alta com biópsia de intestino delgado, devendo-se obter no mínimo 4 fragmentos da porção mais distal do duodeno (pelo 
menos da segunda ou terceira porção) para exame histopatológico do material biopsiado, considerado o padrãoouro no diagnóstico da doença. 
Os marcadores sorológicos são úteis para identificar os indivíduos que deverão submeter-se à biópsia de intestino delgado, especialmente aqueles com ausência de sintomas gastrointestinais, com doenças associadas 
à DC e com parentes em primeiro grau assintomáticos. Estes marcadores também são úteis para acompanhar o tratamento do paciente celíaco, como, por exemplo, na detecção de transgressão à dieta. Os 3 principais 
testes sorológicos para detecção da intolerância ao glúten incluem as dosagens de anticorpos antigliadina, antiendomísio e antitransglutaminase. 
Com relação ao anticorpo antigliadina, descrito por Haeney e cols. em 1978 e determinado pela técnica de ELISA, deve-se considerar que a especificidade do anticorpo da classe IgA (71%-97% nos adultos e 92%-97% 
nas crianças) é maior do que a da classe IgG (50%) e que a sensibilidade é extremamente variável em ambas as classes. 
O anticorpo antiendomísio da classe IgA, descrito por Chorzelski e cols. em 1984, baseia-se na técnica de imunofluorescência indireta. Apresenta alta sensibilidade (entre 88%-100% nas crianças e entre 87%-89% 
nos adultos), sendo baixa em crianças com menos de 2 anos, e também alta especificidade (91%-100% nas crianças e 99% nos adultos). No entanto, é um teste que depende da experiência do examinador, tem menor 
custo/benefício e é mais trabalhoso do que a técnica de ELISA40.
Com relação ao anticorpo antitransglutaminase da classe IgA, descrito por Dieterich e cols. em 1997, e obtido pelo método de ELISA, deve-se observar que o teste apresenta altas sensibilidade (92%-100% em crianças e adultos) e especificidade (91%-100%). 
Em resumo, para detecção da intolerância ao glúten, há superioridade do anticorpo antiendomísio e do anticorpo antitransglutaminase, ambos da classe IgA, principalmente o anticorpo antitransglutaminase 
recombinante humana IgA, em relação ao antigliadina. Considerando a maior facilidade de dosagem do anticorpo antitransglutaminase, aliada a elevadas sensibilidade e especificidade na população pediátrica e adulta, este é o 
teste sorológico de escolha para avaliação inicial dos indivíduos com suspeita de intolerância ao glúten. 
Deve-se destacar que a deficiência de imunoglobulina A é responsável por resultados falso-negativos dos testes sorológicos antiendomísio e antitransglutaminase da classe IgA. Por este motivo, indicam-se como testes 
204Doença Celíaca


 Doença Celíaca
diagnósticos iniciais as dosagens séricas simultâneas do anticorpo antitransglutaminase da classe IgA e da imunoglobulina A. Convém enfatizar que, até o momento, os marcadores sorológicos para DC não substituem o exame histopatológico do intestino delgado, que continua sendo o padrão-ouro para o diagnóstico da doença. Os testes sorológicos serão considerados testes diagnósticos iniciais, por identificarem os indivíduos a serem encaminhados à biópsia duodenal. No entanto, é de ressaltar 
que há indicação de biópsia para indivíduos com sintomas ou sinais de DC, mas com marcadores sorológicos negativos, principalmente se integrarem grupo de risco.
Em relação à biópsia de intestino delgado, para que a interpretação histológica do fragmento seja fidedigna, é fundamental o intercâmbio entre o médico endoscopista e o médico responsável 
direto pelo doente – de preferência médico experiente em Gastroenterologia Pediátrica ou Clínica – com o médico patologista. A orientação do fragmento de biópsia pelo endoscopista e a inclusão 
correta do material em parafina pelo histotecnologista são de extrema importância para a avaliação anatomopatológica dos fragmentos biopsiados. 
O  papel do endoscopista no diagnóstico da doença pela biópsia de intestino delgado é fundamental, e a execução da técnica deve ser impecável. Os fragmentos para biópsia poderão ser retirados da segunda ou terceira porção do duodeno ou das porções ainda mais distais do intestino 
delgado que o endoscópio consiga atingir. Deve haver cuidado com a manipulação dos fragmentos; por se tratar de amostra muito delicada, facilmente está sujeita a se desintegrar, impossibilitando a 
análise histológica. Além disso, é imprescindível que cada fragmento seja colocado, separadamente, em papel de filtro, com o correto posicionamento (num total de 4 fragmentos em seus respectivos papéis de filtro) dentro de um frasco com formol. 
A lesão clássica da DC consiste em mucosa plana ou quase plana, com criptas alongadas e aumento de mitoses, epitélio superficial cuboide, com vacuolizações, borda estriada borrada, aumento 
do número de linfócitos intraepiteliais e lâmina própria com denso infiltrado de linfócitos e plasmócitos. Marsh, em 1992, demonstrou haver uma sequência da progressão da lesão da mucosa do intestino 
delgado na DC: 
• estágio 0 (padrão pré-infiltrativo) – com fragmento sem alterações histológicas e, portanto, considerado normal; 
• estágio I (padrão infiltrativo) – a arquitetura da mucosa apresenta-se normal, com aumento do infiltrado dos linfócitos intraepiteliais (LIE); 
• estágio II (lesão hiperplásica) – caracterizado por alargamento das criptas e aumento donúmero de LIEs; 
• estágio  III (padrão destrutivo) – há presença de atrofia vilositária, hiperplasia críptica eaumento do número de LIEs; 
• estágio  IV (padrão hipoplásico) – caracterizado por atrofia total com hipoplasia críptica,considerada forma possivelmente irreversível. 
Nos últimos anos, alguns autores têm tentado aperfeiçoar este critério, tanto na valorização do grau de atrofia vilositária, quanto na padronização do número de LIEs consideradas aumentadas. 
A alteração da mucosa intestinal do tipo Marsh III, que se caracteriza pela presença de atrofia vilositária, demonstra evidência de associação com a DC43, embora não seja lesão patognomônica da doença. A primeira padronização do diagnóstico da DC foi proposta pela Sociedade Europeia 
de Gastroenterologia Pediátrica em 1969. Este critério recomendava realizar a primeira biópsia diagnóstica e, a seguir, 2 anos de dieta sem glúten e biópsia de controle; caso esta fosse normal, seria necessária a instituição de dieta com glúten por 3 meses ou até o aparecimento de sintomas, 
e a realização da terceira biópsia que, se mostrasse alterações compatíveis com DC, comprovaria definitivamente a doença. Caso não houvesse alteração nesta última biópsia, o paciente deveria permanecer em observação por vários anos, pois poderia tratar-se de erro diagnóstico ou retardo na 
resposta histológica. 
Em 1990, após a introdução dos testes sorológicos e melhor experiência com a doença, a mesma Sociedade modificou estes critérios, dispensando a provocação e a terceira biópsia na maioria dos pacientes. Haveria exceções quando o diagnóstico fosse estabelecido antes dos 2 anos de idade ou 
quando houvesse dúvida com relação ao diagnóstico inicial, como, por exemplo, falta evidente de resposta clínica à dieta sem glúten, não realização de biópsia inicial ou biópsia inadequada ou não típica da DC47.


205Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas
5 Fluxo para o dIagnóstICo da doEnça CElíaCa
Na evidência de sintomas ou sinais das formas clássicas e atípicas da DC e para indivíduos de risco, deve-se solicitar, simultaneamente, dosagem do anticorpo antitransglutaminase recombinante humana da classe 
IgA (TTG) e da imunoglobulina A (IgA). Se ambas se mostrarem normais, o acometimento dos indivíduos pela DC é pouco provável no momento. Entretanto, na forte suspeita de DC, deve-se encaminhar o paciente para Serviço de Referência em Gastroenterologia Pediátrica ou Clínica para melhor avaliação quanto à realização de biópsia de intestino delgado.
Em parente em primeiro grau acometido de DC, ou com diagnóstico de doença autoimune ou doença não autoimune relacionada à DC, deve-se repetir a dosagem do TTG no futuro. Se a dosagem do anticorpo antitransglutaminase (TTG) for anormal, o indivíduo deverá ser encaminhado a serviço de Clínica Médica, Gastroenterologia ou Pediatria com vistas à realização de biópsia do intestino delgado. Se TTG for normal, mas a dosagem de IgA estiver alterada, deve ser considerada a possibilidade de resultado falso-negativo pela presença de imunodeficiência primária, e o indivíduo deverá ser encaminhado a serviço de Clínica Médica, Gastroenterologia ou Pediatria com vistas à realização de biópsia do intestino delgado. Se o exame histopatológico for positivo para lesão clínica da mucosa intestinal da DC, confirma-se o diagnóstico da doença.
Por último, TTG anormal, IgA normal e biópsia de intestino delgado negativa excluem o diagnóstico de DC, e o resultado da dosagem de TTG deve ser considerado falso-positivo. Contudo, o exame histopatológico 
deve ser revisto e, se realmente for negativo, ou seja, se estiver ausente a lesão clássica da mucosa do intestino delgado, deve-se considerar o achado endoscópico como lesão em mosaico (acometimento em patchy) e indicar 
nova biópsia intestinal com a obtenção de múltiplos fragmentos. Se, novamente, o padrão histológico não for de DC, a existência da doença é pouco provável.


6 tratamEnto E prognóstICo
O tratamento da DC consiste em dieta sem glúten, devendo-se, portanto, excluir da alimentação tudo o que contenha trigo, centeio, cevada e aveia, por toda a vida.
Com a instituição de dieta totalmente sem glúten, há normalização da mucosa intestinal e das manifestações clínicas. Porém, no caso de diagnóstico tardio, pode haver alteração da permeabilidade da membrana intestinal por longo período de tempo e a absorção de macromoléculas poderá desencadear quadro de hipersensibilidade alimentar, resultando em manifestações alérgicas. Este quadro deve ser considerado quando o indivíduo não responde adequadamente à dieta sem glúten e apresenta negatividade nos exames sorológicos para DC. 
É necessário destacar que as deficiências nutricionais decorrentes da má-absorção dos macronutrientes e micronutrientes, por exemplo, deficiência de ferro, de ácido fólico, de vitamina B12 e de cálcio, devem ser 
diagnosticadas e tratadas. Assim, deve-se atentar para a necessidade de terapêutica medicamentosa adequada para correção destas deficiências.
O dano nas vilosidades da mucosa intestinal pode ocasionar deficiência na produção das dissacaridases na dependência do grau de seu acometimento. Por isso, deve-se verificar a intolerância temporária a lactose e sacarose, que reverte com a normalização das vilosidades.
Há relatos de uma série de manifestações não malignas associadas à DC, tais como osteoporose, esterilidade e distúrbios neurológicos e psiquiátricos. Dentre as doenças malignas, são relatadas associações com adenocarcinoma de intestino delgado, linfoma e carcinoma de esôfago e faringe. O risco das manifestações está associado com a inobservância à dieta isenta de glúten e ao diagnóstico tardio, como nos sintomas neurológicos.
Portanto,  justifica-se a prescrição de dieta totalmente isenta de glúten por toda a vida a todos os indivíduos com DC, independentemente das manifestações clínicas. A dieta deve ser rigorosa, pois transgressões 
sucessivas poderão desencadear um estado de refratariedade ao tratamento.
A dieta imposta é restritiva, difícil e permanente, ocasionando alterações na rotina dos indivíduos e de sua família. Devido ao caráter familiar da desordem, aproximadamente 10% dos parentes dos celíacos podem 
apresentar a mesma doença. 
Também enfatiza-se a necessidade da atenção multidisciplinar e multiprofissional aos indivíduos com DC, pois, além dos cuidados médicos, eles podem precisar de atendimento por profissionais de Nutrição, Psicologia 
e Serviço Social de forma individualizada e coletiva. 


206Doença Celíaca
 Doença Celíaca
7 rEgulação/ControlE/avalIação pElo gEstor
A regulação do acesso é um componente essencial para a organização da rede assistencial e garantia de atendimento aos pacientes. Facilita as ações de controle e avaliação, que incluem, entre outras, a manutenção atualizada do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES) e o monitoramento da produção dos procedimentos (por exemplo, frequência apresentada  versus
autorizada, valores apresentados versus autorizados versus pagos) e, como verificação do atendimento, os resultados do teste de detecção e da biópsia duodenal e as consultas de acompanhamento. Ações de auditoria devem verificar  in loco, por exemplo, a existência e a observância da regulação do 
acesso assistencial, a compatibilidade da cobrança com os serviços executados, a abrangência e a integralidade assistenciais e o grau de satisfação dos pacientes.


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Consultores: Helena Pimentel, Lídia Ruth Marques Silveira, Maria Inez Pordeus Gadelha,

Maria Lúcia Barcellos Pereira e Paula Regla Vargas

Editores: Paulo Dornelles Picon, Maria Inez Pordeus Gadelha e Alberto Beltrame
Os autores declararam ausência de conflito de interesses.


sábado, 24 de março de 2012

Lupus e Psoríase no Programa Bem Estar

Hoje assistindo ao programa Bem Estar da Rede Globo, onde o assunto era Lupus e Psoríase - Doenças Autoimunes, adorei a explicação que deram, quase que desenhando mesmo, sobre o sistema imunológico. Sempre falamos nele, mas acho meio complicado de entender e mais ainda de explicar. Para quem não assistiu o vídeo, segue o link, vale a penar conferir.




Ainda sobre a Psoríase, a Lucente do Blog Vidas sem Gluten, me recomendou um óleo orgânico de Tea Tree ou óleo de melaleuca, para colocar 3~4 gotas no frasco do shampoo. Já estou usando e realmente é muito bom! Cicatrizou as feridas que eu tinha na cabeça em menos de uma semana e, de brinde deu um cheirinho refrescante na hora do banho!

"Da árvore-do-chá extrai-se um óleo muito aromático e anti-séptico, que se comercializa de diferentes formas, sobretudo como loção para primeiras curas. O óleo Melaleuca alternifolia é muito eficaz como agente antibacteriano e antifúngico e como estimulador das defesas do organismo. As suas aplicação são tão variadas que tanto se usa para eliminar verrugas como em casos de candidíase vaginal. As propriedades do óleo Malaleuca leucadrendron são similares, mas é mais estimulante do que o do Melaleuca alternifolia e tem um aroma canforado, pelo que se costuma utilizar como vermífugo e analgésico, para aliviar espasmos, doenças respiratórias é especialmente útil em casos de dores de dentes. Embora os aborígenes australianos o utilizassem desde tempos remotos, oficialmente só foi registado na década de 1920, quanto as análises efetuadas revelam enorme eficácia deste óleo. Durante a Segunda Guerra Mundial, os soldados australianos usavam-no como desinfetante. " http://pt.wikipedia.org/wiki/Melaleuca


quarta-feira, 7 de março de 2012

Psoríase

Uma vez por mês eu vou ao médico para uma consulta, e pegar os remédios da Artrite Reumatoide para 30 dias. Esse médico é cirurgião e ortopedista,e eu acabo me consultando lá até quando estou com gripe. Hoje recebi o diagnóstico de mais uma doença auto-imune, a psoríase. 
Na verdade, eu tenho essas lesões na pele há anos. No começo, no início da adolescência, era no couro cabeludo. Pensávamos que era caspa, e minha Mãe sempre comentava que quando eu estava estressada o quadro piorava. Um pouco antes de eu ter a primeira crise de Artrite Reumatoide, eu tive uma lesão enorme na área do quadril - perna, braços e um pouco na barriga. Eu já morava no Japão e quase não falava japonês, fui ao médico junto com um tradutor que não traduziu nada o que o médico também não explicou. Aqui se você não indaga, o médico simplesmente não explica o que você tem, passa o medicamento e pronto...!!!
Desde que eu descobri a AR, eu tenho várias lesões na barriga, costas e braços, que pioram muito se eu estou nervosa, preocupada, enfim...estressada! Eu sempre passava uma pomadinha, e com o tempo elas sumiam, para depois reaparecer em algum lugar diferente. Desta vez fiquei um pouco preocupada porque a lesão foi ficando cada vez pior e não sarava. Já estou passando uma pomada específica para esta doença e espero que melhore logo.
Esse médico que eu vou, é um amor de Senhorzinho, ele explica bem e comprova tudo o que ele está falando com uns livros enormes de folhas rasgadas (ele deve abrir aqueles livros há anos, várias vezes por dia...), mas claro que quando eu cheguei em casa, vim correndo consultar na internet sobre a doença. Só comprovou o que ele disse...


psoríase é uma doença de pele genética autoimune. A palavra vem do grego e significa erupção sarnenta. É uma doença crônica, hiperproliferativa da pele, de etiologia desconhecida, mostrando uma grande variedade na severidade e na distribuição das lesões cutâneas. Na maioria dos casos, apenas a pele é acometida, não sendo observado qualquer comprometimento de outros órgãos ou sistemas. Em pequenas percentagem e casos há artrite associada. Homens e mulheres são atingidos de igual forma, na faixa etária entre 20 e 40 anos, podendo, no entanto, surgir em qualquer fase da vida e com grande frequência em pessoas da pele branca, sendo raras em negros, índios, asiáticos e não existe entre esquimós. Dores lombares e rigidez matinal podem ser confundidas com problemas na coluna vertebral; deformações nas unhas podem ser confundidas com ataque de fungos; feridas e escamações no couro cabeludo, atrás das orelhas e nas sobrancelhas podem ser confundidas com dermatite seborréica."

As áreas do couro cabeludo que são mais afectadas por placas são:
  • por cima e atrás das orelhas, assim como nos lóbulos da orelha;
  • a nuca;
  • a testa e
  • a linha do cabelo que demarca o couro cabeludo.

Para saber mais sobre a doença : 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Entrevista para o blog Delishville de Leila Zandona


Silvia Kawaguti, a blogueira por trás do blog Não contém Glúten

Ela é brasileira e mora no Japão. Conheça Silvia Kawaguti, a blogueira que comanda a cozinha blog Não Contém Glúten.  Um blog recheado de receitas sem glúten e sem lactose. Além de deliciosas receitas, Silvia escreve também sobre a doença Celíaca, Artrite Reumatoide e mostra um pouco dos produtos sem  glúten disponíveis no Japão.
 Silvia foi muito bom saber um pouquinho sobre você. Super obrigada!
 
Como descobristes e há quanto tempo segues uma alimentação sem glúten? 
 Minha história é comprida e bem atípica! Eu tenho Artrite reumatoide há quase 7 anos e, já fazia um regime alimentar por conta disso. Pesquisando bastante, já sabia que não seria bom para mim comer  farinha de trigo refinada, então sempre procurava consumir farinha integral. Mas, no ano passado acabei exagerando um pouco e comi muito pão branco, biscoitos, pizza, etc…Resultado : Travei! Travei mesmo, sentia dores muito fortes nas juntas, uma fadiga além da que era normal para mim, e acabei ficando 2 meses de cama. Foi então que a minha mãe comentou com o médico dela, no Brasil,  que eu estava passando mal e ele levantou a questão da Doença Celíaca e da dieta sem glúten. Isso foi em Julho de 2011.
 Além do glúten, tens alguma outra intolerância ou sensibilidade a outros alimentos? Lactose, ovos…
 Eu tenho intolerância à lactose e passei 6 anos sem comer ovos. Voltei há pouco tempo a comer a clara. 
 Qual foi o grande desafio quando começastes a dieta sem glúten?
 Primeiro eu parei de consumir o glúten, depois fui procurar um médico, então tive que voltar a comer 3 vezes até receber o diagnóstico. Finalmente quando eu  comecei a dieta pra valer, eu me contaminava toda hora. Considero que o maior desafio foi este, parar de me contaminar “sem a intenção”.
Moras no Japão, um país com potencial enconômico gigantesco, um grande exportador e importador, mas também com um custo de vida altíssimo. Como é viver sem glúten alí? Encontras produtos com facilidade? Compras online ou consegues encontrar com facilidade no supermercado? É mais barato comprar alí ou através de websites americanos e canadenses?  
 Achar a matéria prima, farinhas e féculas, é muito fácil, e apesar de serem mais caras são acessíveis. O que complica são os produtos industrializados. Assim como eu achava, muita gente pensa que aqui no Oriente o arroz predomina, mas não é bem assim. Em praticamente tudo tem farinha de trigo, chocolates, doces tradicionais, salgadinhos, molhos para salada e macarrão, na maior parte dos embutidos e até no vinagre! Parte das compras eu faço pela internet em sites japoneses mesmo, a outra parte encontro com facilidade em supermercados. Compro polvilho e farinha de mandioca do Brasil em mercados brasileiros aqui na minha cidade.
 Que tipos de farinhas sem glúten você encontra?
 De todos os tipos : Farinha de arroz, farinha de arroz aglutinado, fécula de batata, polvilho doce e azedo, trigo sarraceno, millet, fubá, sorgo, farinha de arroz tipo mochi, araruta, farinha de batata roxa e até goma xantana, fabricada em Okinawa, temos aqui.
 Cozinha japonesa é famosa no mundo todo e oferece pratos saudáveis a base de arroz, peixes e legumes mas também é verdade que o molho de soja (feito a base de soja e trigo) está presente na maioria desses pratos e molhos prontos. Como driblas isso em restaurantes e supermercados?
 É uma situação bem complicada! Em restaurantes de sushi, além do problema do shoyu, tem o fato de agora oferecerem sushi com empanados, então é contaminação na certa. Em outros tipos de restaurante, o menu é 90% inviável por conter shoyu ou sauce, todos com farinha de trigo. Até agora só encontramos um fast-food chamado sukiya, onde o prato principal não leva shoyu, nem sofre contaminação cruzada.  
Eu adoro sushi e aqui em Londres é possível encontrar alguns lugares onde podemos saborear shushi sem glúten e inclusive garçons e garçonetes nos orientam quais os pratos que podemos pedir. Eu sempre levo na bolsa o meu molho de soja sem glúten. Isso acontece com você? É possível comer sushi sem glúten no Japão? Os garçons e garçonetes estão cientes das alergias alimentares?
 A Doença Celíaca ou sensibilidade ao glúten não entra nem na lista de doenças raras aqui no Japão. Talvez, 0,1 % das pessoas saibam o que é glúten. As alergias mais comuns por aqui são : frutos do mar, ovos, maçã, leite e pólen.  Então essa preocupação não existe em restaurantes. Provavelmente em restaurantes tradicionais de sushi, onde é servido apenas sushi de peixes e frutos do mar (nada de empanados), seja possível comer sem susto. Mas, infelizmente custam muito caro, e para mim torna-se inviável.
 Como é a legislação japonesa em relação aos rótulos das embalagens?
 Em alimentos infantis vem uma tabela com o desenho do produto alérgeno, inclusive o trigo, e uma marcação indicando se contém ou não o ingrediente. Nos demais produtos industrializados, parece não ser obrigatório o uso desta tabela, mas todos vem com a descrição clara dos ingredientes e entre parenteses vem dando ênfase para os principais alérgenos, por exemplo este produto contém soja ou contém trigo. Infelizmente é necessário ler a escrita japonesa para decifrar os ingredientes.
Quais as dicas que darias para alguem que está indo de férias ao Japão e precisa seguir uma alimentação  sem glúten?
 Essa pergunta é a mais difícil! Para se ter uma ideia, os tradicionais bolinhos de arroz – o onigiri – que são facilmente encontrados em qualquer loja de conveniência e supermercados, apenas um sabor não contém trigo, o de Ume (ameixa salgada). Pão de arroz, apenas pela internet e é muito caro, vem congelado e ainda por cima é ruim.
Achas que seguir uma alimentação sem glúten no Japão é mais fácil do que no Brasil?
 No dia-a-dia, para a pessoa que prepara a própria refeição, acho que não tem muita diferença. Mas, comer em restaurantes e lanchonetes é muito complicado, para não dizer impossível.
 O que gostarias de encontrar no supermercado e que não encontras agora?
 Eu gostaria que alimentos industrializados, como por exemplo, o bolinho de arroz recheado com doce de feijão, não sofressem contaminação cruzada ou desnecessariamente contivessem glúten no preparo. São alimentos que naturalmente não contém glúten, mas que com a modernidade passaram a ter, infelizmente.
Para finalizar, poderias nos dizer qual a sua receita sem glúten preferida?
 Para eu preparar, gosto muito do bolo de coco, mas para eu comer, a barrinha de frutas secas.

Leila, queria muito te agradecer o carinho e a atenção! Você sabe que sou sua fã! Beijos!

domingo, 15 de janeiro de 2012

Mais Informações sobre a Alimentação e a Artrite Reumatoide

Li esse artigo no site Gluten Free Society e, resolvi compartilhar com vocês. É sobre Lectinas e Mimetismo Molecular. Aproveitei para pesquisar também sobre as Lectinas, que eu não sabia o que era, e vou postar aqui quais são as lectinas.


Tradução do Google :
"Mimetismo Molecular começa frequentemente como resultado de danos ao revestimento intestinal. Quando as células do intestino são danificadas, pequenos vazamentos são formados (permeabilidade intestinal ou intestino solto ). Esses vazamentos anormais permitir que o alimento, bactérias, vírus, e outras proteínas devazamento no sistema imunológico e fluxo sanguíneo. Ao longo do tempo, esse processo confunde o sistema imunológico e ajuda a provocar a doença auto-imune. É por isso que o glúten pode afetar pessoas de tantas maneiras diferentes.

Lectinas pode ser um gatilho

O artigo discute pesquisa acima lectinas (lectinas doença causando muitos são encontrados em legumes) e proteínas de outros alimentos como gatilhos para a artrite reumatóide. Lectinas são proteínas pegajosas encontrado em muitas plantas. Eles servem para ajudar a proteger as plantas de serem comidas. Sobre o consumo de lectinas podem causar desconforto gástrico, intestino solto, suprimir a digestão normal, e levar à disfunção imune. Se você sofre com AR ou qualquer outra doença inflamatória comum, o seguinte deve ser feita imediatamente:
  • Testar geneticamente para sensibilidade ao glúten
  • Ter realizado testes de alergia alimentar
  • Remover lácteos, açúcar, soja e outras leguminosas da dieta (esses alimentos tendem a ser maiores em lectinas)
  • Encontrar um médico de medicina funcional para ajudar a guiá-lo "
Sobre as Lectinas : 
Esse artigo eu encontrei no blog
Lectinas existem em todos os alimentos, mais em uns que em outros. Os grupos de alimentos que contém lectinas tóxicas em maior quantidade são: 
  • GRÃOS - especialmente o trigo e o germe de trigo, mas também a quinoa, o arroz, o trigo sarraceno, aveia, centeio, cevada, painço e milho; nenhum desses alimentos deve ser consumido sem antes ter sido deixado de molho, brotado ou fermentado. 
  • FEIJÕES - todos os feijões, inclusive a soja e o amendoim; os velhos hábitos de deixar feijões de molho antes do consumo reduzem dramaticamente as quantidades de lectinas tóxicas; nenhum desses alimentos deve ser consumido sem antes ter sido deixado de molho, brotado ou fermentado. 
  • LATICÍNIOS - leite e derivados, especialmente os advindos de animais alimentados com grãos e fora do pasto; a ação das lectinas fica ainda mais tóxica após a pasteurização do leite. 
  • SOLINÁCEAS - são os vegetais que crescem à noite, como a batata, o tomate, a beringela e o pimentão; para evitar a alta toxicidade das lectinas, esses vegetais só devem ser consumidos quando bem maduros. 
Cada um desses grupos tem uma história relacionada às alergias; é bom se notar que todos os derivados desses alimentos contém as mesmas lectinas, seja na forma de farinhas, óleos, vinagres, pastas, doces, cereais matinais...

Ver mais em: http://alimentacaoviva.blogspot.com/2008/11/lectinas-voc-sabe-o-que-isso.html
Copyright Luis Guerreiro

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Mais Achados...

Macarrão de Araruta
Fiquei bem contente quando encontrei esse macarrão de araruta! Se já é difícil macarrão de arroz, imagina macarrão sem cereais! Eu já tinha comprado de polvilho doce, já coloquei até a foto aqui no blog, mas não achei mais para comprar. Esse tipo de macarrão é para fazer ensopado, mas eu uso como macarrão "normal, tipo espagueti" !!! A minha irmã e os meus filhos acharam horroroso, eu gostei muito, e olha que nem molho de tomate eu posso por! Ele não é grudento como o de polvilho doce, mas é mais consistente, tem que cozinhar bastante pra ficar macio! Eu costumo comer com verduras, sal, cebola e azeite, e por ser muito prático, deixo para os dias de preguiça!




Depois de cozido precisa ser lavado uma vez. É bem diferente, né? Ele fica transparente... 








Esse é o Mindu, o mascote aqui de casa!Fui comprar mais ração pra ele e, fiquei surpresa quando vi ração antialérgica para cães! Não sei se é novidade ou se nunca havia reparado!




A tabela explica que contém arroz e peixe, achei muito bom porque além de não conter gluten, também não contém corantes. O cheiro é bem suave, ele comeu e aprovou!!



domingo, 11 de dezembro de 2011

domingo, 20 de novembro de 2011

Artrite Reumatoide - Alimentos e a Inflamação

Vejam este artigo sobre Artrite Reumatoide e aos alimentos.
http://www.glutenfreesociety.org/gluten-free-society-blog/prescription-pain-trap/

Tradução do Google : 

Infelizmente, a maioria dos médicos especializados no tratamento de artrite, dores articulares, dores musculares, e doenças auto-imunes que afetam o sistema músculo-esquelético, nunca consideram que alguns alimentos na dieta contribuam para o desenvolvimento destas condições.
Eu estava formalmente treinada em reumatologia no Hospital VA, em Houston, TX, e posso dizer que a dieta nutricional e suas recomendações para pacientes, foram desencorajadas e na maioria dos casos desaprovada pelos nossos médicos. Na verdade, foi essa experiência que me levou a aprofundar a conexão entre doença auto-imune e alimentos.
Nos últimos 10 anos, tratei milhares de pacientes com doenças artríticas. As terapias mais eficazes  têm sido sempre de dieta e exercício. O paradoxo com o exercício ... É mais difícil se ater a um programa de exercícios se constantemente a artrite está inflamada.

O problema com a comida ...

Todo mundo reage exclusivamente com base em sua própria química. Mas só faz sentido que  as drogas sejam o  alvo de tratamento para a inflamação , por que não os alimentos. Afinal, a comida não é um tipo de droga?
Eu descobri que a pesquisa médica suporta esta conexão, mas o mais importante, eu descobri que os pacientes melhoram depois de eliminar os alimentos inflamatórios de suas dietas. Quais os alimentos que devemos evitar para ajudar a recuperar de artrite? Depende da pessoa. Cada um é único.

Não caia na armadilha da dor da prescrição:


Drogas só mascara a inflamação, eles não corrigirem a fonte. Muitos analgésicos também causar deficiências de vitaminas e minerais. Este efeito secundário pode impedir a cura a longo prazo. Por exemplo, AINEs (não esteróides anti-inflamatórios) pode causar o ácido fólico e vitamina C. Ambas as vitaminas são essenciais para o corpo para ser capaz de reparar a cartilagem danificada, articulações, tendões e ligamentos. Consulte o diagrama abaixo:
Fox News me entrevistou recentemente sobre este tema muito complexo. Você pode assistir a entrevista abaixo. Se você acha que a informação irá beneficiar alguém (incluindo o seu médico), por favor compartilhá-lo. O vídeo está no post original.

Formas de artrite que se beneficiam com as mudanças da dieta:

  • Osteoartrite
  • Espondilite Anquilosante
  • Artrite reumatóide
  • Lúpus
  • espondiloartrite
  • psoriática
  • artrite reativa
  • Fibromialgia
  • Esclerodermia
  • Myofascitis
  • Dermatomiosite

Alimentos que podem desencadear dores articulares e musculares

Na minha experiência clínica a seguinte lista curta de alimentos comumente contribuem para a artrite. A lista não é exaustiva, mas inclui alguns dos alimentos que disparam as mais comuns dores articulares.
  • Grão (incluindo todos os grãos de trigo, cevada, centeio, aveia, milho, arroz, milheto, sorgo, etc)
  • Solanáceas (batata, berinjela, tomate, pimentão, tabaco)
  • Gorduras hidrogenadas (dificilmente um alimento, mas acrescentou que uma grande quantidade de alimentos processados)
  • Açúcar (em todas as formas processadas)
  • Café e Chá
  • Soja
  • Amendoins

Alimentos que podem ajudar a reduzir a inflamação

Todos os melhores,
Dr. Osborne - O Guerreiro AKA sem Glúten
http://towncenterwellness.com/uncategorized/let-food-be-thy-medicine/

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Compras Sem Gluten...

Eu nunca tinha pensado em procurar pão de arroz sem gluten já pronto, talvez porque antes de 
descobrir a doença celíaca, eu já fazia meu pão integral toda semana. Achei natural continuar fazendo. Mas, dias atrás, a Ester (Benatti) me passou um link de um site aqui do Japão que vendia pão sem gluten. Acabei achando um outro que vendia mais produtos além de pão e, me empolguei em fazer uma comprinha.

Pão de Arroz e margarina sem lactose, ovo e soja.
Achei muito bom porque a maior parte dos produtos são sem leite, ovo, gluten e soja e a variedade de produtos é muito grande. Mas, o que me surpreendeu é a preocupação com a embalagem. O pão, é transportado num caminhão refrigerado e chegou totalmente congelado. E os biscoitos e cereais vieram embrulhados um a um com plástico bolha.


Tava com saudade de comer Corn Flakes!!!


Sopa de caneca de milho...sem leite, sem gluten e sem carne!!!



Mix de farinha para fazer gyouza, pode fazer panquecas também.


Margarina sem soja, leite e ovo. O sabor é bem suave e é feita de azeite de colza (a semente de colza é utilizada na produção do óleo de canola). O problema é que contém um pouco de gordura trans...


O pão...o pão é bem macio, mas é gorduroso e não tem muito sabor. Tem que conservá-lo congelado e então pode aquecer na torradeira, forno ou frigideira. Achei bom para conhecer, mas está lá no freezer...prefiro o que eu faço com as minhas sementes!!!
No geral, as compras foram muito boas, mas o preço muito caro! Como uma boa Esquila, já fico feliz de saber onde encontrar produtos sem gluten e sem leite!!!Quem quiser conferir o site, segue o endereço :
http://www.a-soken.com/